A luta entre a barbárie e a civilização  são uma constante na história do homem.

 

Liberdade, dignidade, respeito, aceitação social e segurança são sinônimos de civilização.

Miséria, fome, desemprego, insegurança, preconceito e violência são resultados da barbárie.

Neste século a humanidade foi protagonista de grandes avanços tecnológicos em todos os campos do conhecimento. No entanto, a maioria da população não tem acesso a este progresso. A ONG inglesa Oxfam publicou um relatório com o levantamento sobre a distribuição da riqueza no Brasil e no mundo. Entre setembro de 2016 a setembro de 2017 82% de toda riqueza mundial gerada ficou nas mãos do 1% mais rico da população. No Brasil a concentração é maior, seis pessoas reúnem a mesma riqueza que a metade mais pobre (100 milhões).

O Brasil é o terceiro país no mundo em número de pessoas presas, a quantidade de brasileiros assassinados atingiu a proporção de uma guerra, pessoas não têm onde morar, jovens estão fora da escola e do mercado de trabalho, corrupção dos representantes públicos e empresários, enfim uma gama de problemas que precisam ser resolvidos.

Precisamos sempre estar atentos e fazer a nossa parte para que a civilização prevaleça. Mas o que cada um pode fazer para melhorar esta sociedade e começar a resolver problemas estruturais que parecem insolúveis. A iniciativa de criar alternativas deve partir da maioria que não usufrui das riquezas geradas pelo trabalho.

Precisamos mudar, revolucionar, criar alternativas para vivermos em um mundo mais justo e harmônico. Precisamos ter empatia pelo próximo e adquirir a consciência de que juntos podemos sim fazer a diferença. Afinal de contas somos a maioria.

O Brasil concentra todas as principais riquezas naturais presentes na terra. Sim somos um país rico em recursos, e mais que isto, reunimos todas as culturas do mundo, para esta terra vieram europeus, africanos, americanos e orientais. Infelizmente uma história de sofrimento com a exploração de negros, índios e trabalhadores.

Acredito no Brasil e seu povo, e podemos superar toda a barbárie que se instalou em nosso país. Não a concentração de renda, todos tem direito a usufruir de uma vida digna. Não ao preconceito, não ao encarceramento, não as mortes, não a falta de moradia, não a falta de escolas, não ao desemprego.

Sim a uma vida digna a todos os cidadãos brasileiros com direito a educação, segurança, moradia, lazer, liberdade, trabalho, acesso à saúde e alimentação. Cada cidadão de bem deve buscar um espaço na fileira desta revolução por mudanças. Não precisamos para isto agir com ódio ou violência, mas devemos ser firmes e dizer: – Não queremos mais este sistema. Queremos uma sociedade que proporcione as mesmas oportunidades e uma vida digna para todos.

Trabalhador dos correios venha para a Credcorreios. Fortaleça a nossa Cooperativa, assim você estará ajudando a mudar esta lógica do lucro e partindo para a lógica da cooperação.

A Credcorreios, organização financeira sem objetivo de lucro, construída ao longo de 44 anos, com pequenos recursos dos trabalhadores dos Correios, formou um capital pequeno comparado aos Bancos Comerciais, mas muito útil às necessidades dos associados.

Como uma organização financeira que não obteve lucro em 44 anos sobreviveu? O milagre chama-se cooperação, participação, educação, democracia e independência. Tenha a consciência que você pode fazer a diferença. O segredo está na união, na cooperação.

Entendemos que o cooperativismo de crédito, pode contribuir para nos libertar do jugo deste sistema financeiro, que arrecada e acumula a riqueza do povo nas mãos de poucos rentistas.

A Credcorreios está com as portas abertas para receber todos os trabalhadores dos Correios que anseiam por justiça e liberdade. Juntos mudamos a sociedade.

 

Manoel José Brum dos Santos
Diretor Presidente